Eteronimo quando a palavra vira pixel

Composta pela poeta ativista Marina Mara e o vídeo artista Jackson Marinho, a performance audiovisual “Eterônimo – Quando a Palavra vira Pixel” experimenta a transversalidade entre a poesia falada, a poesia escrita e o audiovisual. Por meio da tecnologia de reconhecimento de voz, vídeo projeções exibem textos animados e mixados em tempo real. Dentre as poesias de Marina Mara apresentadas estão Spray de Pimenta, BALAIO RAM, Honestino e Conexão à beira-mar.

A performance utiliza a tecnologia de reconhecimento de voz para converter poesia falada em poesia escrita. Enquanto Marina Mara fala, a ferramenta transcreve continuamente as palavras em textos exibidos em projeção de vídeo. Deste modo, a visualização da palavra sonora mediada por tecnologias digitais transforma poesia falada em poesia escrita. Durante a performance audiovisual ocorre a manipulação dos elementos visuais ao vivo. Assim, sob efeitos visuais a palavra falada torna-se pixel, vira vídeo, vira éter.